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segunda-feira, 19 de março de 2012

Cometer erros ou fazer milagres?

Postado por Andréa Castrillo às 12:52 0 comentários

Tomar uma decisão não é uma tarefa fácil


Tomar uma decisão nunca foi tarefa fácil, afinal, decidir implica escolher, e escolher uma coisa é inevitavelmente abrir mão de outra. Desta forma, perdas e ganhos se entrelaçam na arte de escolher e viver. A cada dia, a vida nos oferece novas descobertas, e a oportunidade de decidir nos acompanha do nascer ao pôr do sol, estejamos ou não conscientes disso. No entanto, nossas escolhas podem ser até inconscientes, mas não voluntárias. Elas trazem consequências e são impulsionadas por nossos sentimentos, objetivos e tantos outros fatores. Além disso, nossas escolhas trazem também consequências para a vida de outros, já que ninguém vive totalmente isolado neste mundo.

Madre Teresa de Calcutá, em um momento difícil na congregação por ela fundada, escreveu às filhas espirituais (irmãs da caridade): “Sejam amáveis umas com as outras. Prefiro que cometam erros com amabilidade, a que façam milagres com falta dela. Sejam amáveis sempre. Contemplem a amabilidade de Nossa Senhora, vejam como ela falava, como ela agia. Olhem para seu exemplo. Ela podia perfeitamente ter revelado a São José a mensagem do Anjo a respeito do nascimento de Cristo, mas escolheu o silêncio, não disse uma palavra. E a essa altura, vendo seu amor, Deus interveio diretamente em seu favor. Maria guardava todas estas coisas no seu coração, eis a grande lição! E quem nos dera podermos guardar todas as nossas palavras no coração dela.
Para que tanto sofrimento e tantas incompreensões? Basta uma simples palavra, um olhar, uma pequena ação sem amor e o coração da vossa Irmã mergulha na escuridão. Não deve ser assim. Peçam a Nossa Senhora que vos encha o coração de doçura”.

É como se Madre Teresa nos dissesse com a vida até mais do que com as palavras: decidam-se pelo amor, pois esta é a única força que pode mudar o mundo. E por saber do quanto precisamos de referências, ela nos mostra o melhor exemplo: a Virgem Maria. Aliás, acredito que na hora de tomar decisões é sempre muito importante a ajuda de quem nos conhece e nos ama, de preferência que esta pessoa não esteja envolvida no caso. Mesmo que a decisão seja só nossa, outra pessoa pode nos ajudar no sentido de avaliar bem “os dois lados da moeda”.

endo em vista que, quando nos sentimos pressionados, corremos o sério risco de agir guiados por nossos sentimentos, pela razão ou por impulsos, mas quase nunca pela verdade. Recordo-me das diversas vezes em que precisei fazer grandes escolhas na vida e acredito que não teria acertado sozinha.

A pressa também é uma grande inimiga neste hora; então, calma! Esperar um momento, deixar a poeira baixar pode ser muito proveitoso para uma boa escolha. Mas atenção! Também não é o caso de deixar a situação ir se prolongando de um dia para outro até nos acostumarmos com ela. A falta de decisão torna a vida pesada, rouba os sonhos e enfraquece a vontade. Já conheci muita gente que perdeu o sentido da vida por medo de fazer uma escolha. É preciso calma, mas não comodismo.

Talvez hoje, ao ler este texto, você se sinta encorajado a tomar uma decisão. Se é o caso, não tenha medo de dar os passos e aceitar o desafio de passar pelo processo necessário da mudança. Pode ser mais fácil do que você imagina, mas só o saberá ao tentar. A natureza nos ensina muito sobre isso. Quando observamos a mesma árvore nas diversas estações do ano, ficamos impressionados como a vida vai se entrelaçando entre perdas e ganhos. Conosco não é diferente e saber perder para ganhar é questão de sobrevivência. 

No entanto, que sirva de lição a “cartinha” da Madre Teresa: Entre fazer grande obras e até milagres ou sermos caridosos é preferível optar pela caridade, e o amor, na maioria das vezes, traduz-se no silêncio e na discrição.

Olhemos para Nossa Senhora, ela é o exemplo perfeito de quem decidiu amar na simplicidade sem se preocupar em fazer coisas extraordinárias aos olhos humanos. Inspirados em seu exemplo, tenhamos hoje a coragem de levar luz aos corações em vez de trevas. Madre Teresa fez desta escolha a sua missão durante toda a vida. Em meio às grandes provas pelas quais essa grande mulher de Deus passou vivendo a “noite escura da alma”, escreveu ao seu diretor espiritual: “Um caloroso SIM a Deus e um grande SORRISO para todos são as únicas duas palavras que me mantêm seguindo em frente”, e esta escolha corajosa beneficiou e continua beneficiando a tantos ao longo dos anos que se seguiram.


Tomemos a decisão de seguir em frente com um sorriso nos lábios e um caloroso "sim" a Deus, que nos chama a optarmos pelo amor, mesmo que cometamos erros, pois este certamente é o maior milagre do qual o mundo carece.
Crédito: Dijanira Silva Apresentadora da Rádio CN FM 103.7 em Fátima Portugal.
Acesse o blog Fatima hoje

segunda-feira, 5 de março de 2012

Estudar vários idiomas é saudável para as crianças?

Postado por Andréa Castrillo às 12:57 0 comentários
Cada vez mais a língua inglesa é ensinada mais cedo nas escolas de educação infantil. Algumas chegam a incluir outras línguas, alimentando o sonho dos pais de fazer com que seu filho se torne um adulto poliglota.




Mas, até que ponto, estudar vários idiomas é saudável para as crianças, sem que prejudique seu desempenho em nossa língua materna, o português?
Segundo a professora de língua inglesa da rede Anglo de ensino e doutora em linguística aplicada, Sirlene Aparecida Aarão, o cérebro da criança absorve com muito mais facilidade o aprendizado em línguas do que o adulto e isto não necessariamente irá prejudicar seu rendimento em outras matérias. "A criança consegue aprender melhor porque não tem a mesma timidez que os adultos, e não tem medo de se arriscar a pronunciar errado uma palavra", explica.
Contudo, colocar a criança em vários idiomas na expectativa de que o filho se torne um pequeno gênio é risco e muitas vezes um erro. "Conforme a China se estabelecia como uma das grandes potencias do mundo, criou-se uma modinha de matricular os filhos em cursos de Mandarim, por exemplo. Qual foi o sentido disto? O Mandarim é uma língua muito difícil e se a criança não tem nenhuma ligação específica com ele, como um pai ou mãe chinês, por exemplo, provavelmente não se interessará em aprender, pois qual é o sentido de saber uma língua como esta?", questiona.
Segundo Sirlene, o inglês é sempre o mais procurado por um motivo simples: está presente no cotidiano da pessoa. E é importante que aquele idioma tenha um contexto na vida de quem está aprendendo. Os adultos aprendem por uma questão de trabalho, mas as crianças irão aprender porque? Porque está presente em seus videogames, está na internet, está na música que elas ouvem. Isso faz com que a língua se torne interessante para ela.

Se houver um outro idioma que fará sentido no cotidiano da criança, Sirlene não vê problema nenhum em ela estudar. "Só é preciso levar em consideração a vontade do filho. Não existe fórmula certa, como, estude dois idiomas no mínimo. Cada família vive em um contexto diferente, cabe aos pais avaliar se aquela língua será válida e o filho desejar aprender", afirma.
Por Mariana Benjamim (site: vilamulher.terra.com.br)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O que os homens pensam quando as mulheres ganham mais?

Postado por Andréa Castrillo às 11:25 0 comentários
Isso ainda pode ser uma polêmica, mas uma pesquisa recente feita pela revista Men’s Health nos Estados Unidos constatou que os homens encarariam numa boa ficar ao lado de uma mulher que tivesse um salário bem maior do que os deles. Segundo o estudo, 73% dos homens dizem não ver nenhum problema em ter um rendimento menor do que o da companheira e 45% afirmam que aceitariam cuidar da casa e deixar apenas a esposa trabalhando fora.

Com a Evolução das mulheres no mercado de trabalho, a realidade familiar sofreu grandes mudanças. Atualmente é comum acharmos casais onde a mulher ganha mais que o homem. E apesar de toda pessoa apaixonada dizer que o amor vem sempre à cima do dinheiro, as coisas mudam um pouco de figura depois de um determinado tempo.
Os homens são naturalmente competitivos  e vêem o fato da mulher ganhar mais como algo desafiador, a ser concorrido e batido. Eles podem encarar isso algo humilhante e inadmissível. É algo que gera muitos problemas, brigas e até separações. É fato também dizer que mulheres que tem salários mais altos tendem a ser um pouco arrogantes. Ai não tem jeito, é estresse na certa.

Será que aqui no Brasil eles também ficariam tranquilos ganhando menos ? Tenho minhas dúvidas. E você, o que acha?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Protegendo bebês e crianças do sol

Postado por Andréa Castrillo às 12:16 0 comentários

 

Hoje já se sabe que a proteção da pele deve começar desde pequeno. Crianças e bebês de todas as idades devem estar devidamente protegidos dos raios solares, especialmente no verão.

ATENÇÃO!
Bebês com menos de 6 meses de idade não devem utilizar protetor solar. Mesmo aqueles cujas embalagens mencionarem que se trata de uma versão "Baby".

O que fazer então? A recomendação geral é de que nessa idade bebês não devem frequentar as praias, a não ser nos horários logo após o nascer do sol (até 8 horas da manhã) ou logo antes do pôr do sol (após 18 horas), horários da região sudeste do Brasil.
Entre os 6 meses e dois anos bebês devem utilizar os protetores específicos para bebês, ou seja, as versões "Baby", e idealmente o fator de proteção deve ser 30 ou acima (acima de 30, somente se indicado pelo dermatologista).
Após os dois anos as crianças já podem utilizar os mesmos protetores dos pais, porém existem no mercado as versões "Kids" que oferecem alguns atrativos para estimularem o uso pelas crianças.



O sol das 10 às 14 horas deve ser evitado. No horário de verão a restrição se estende até às 15 horas. Nesse período os pais devem oferecer atividades que não sejam ao ar livre. Se não tiver jeito e a criança estiver na praia ou piscina nesse período os pais devem seguir com cuidado as orientações profissionais.
O melhor filtro solar para as crianças é o filtro físico. Segundo o dermatologista Omar Lupi, Presidente da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro, ele é mais eficaz, pois contém dióxido de titânio. "Por conter essa substância o filtro fica com um aspecto esbranquiçado e os adultos não gostam de usar. Mas para a criança, não há nenhum problema. Elas podem até usar os filtros coloridos, que deixam a pele rosa, azul", indica o doutor.
O fator de proteção do filtro vai depender da cor de pele da criança. Os mais clarinhos devem usar filtros com proteção de 30 ou mais (acima de 30, somente se indicado pelo dermatologista). Já os mais morenos podem escolher os filtros com fator 15 de proteção. Esses produtos devem ter proteção UVB e também UVA.
Os pais devem aplicar o filtro na criança pelo menos 20 minutos antes da exposição ao sol, em camada dupla. "Eles devem passar o filtro na criança, esperar um minutinho, e aplicar uma segunda camada", ensina o Dr. Lupi. Isso deve ser feito a cada duas horas.
Se a criança estiver exposta ao sol no horário de pico, ela deve usar chapéu com aba ou boné para reforçar a proteção. Colocar uma camiseta de algodão, que permite a transpiração da pele, também é uma boa idéia. Hoje já existe até tecidos com protetor solar. "Esses tecidos são tratados com produtos que bloqueiam a radiação do sol. Podem ser lavados várias vezes e continuam com a proteção", conta o dermatologista.
Todos esses cuidados devem ser observados em qualquer lugar onde a criança ficará exposta ao sol, como parques, quintal de casa, piscina, etc. Não coloque em risco a saúde de seu filho. Esses são cuidados simples que não requerem grandes sacrifícios, portanto não há desculpas que justifiquem a falta de cuidados.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Como enfrentar uma crise financeira sem perder a autoestima

Postado por Andréa Castrillo às 17:35 0 comentários

Dicas para você vencer os desafios em momentos financeiros difíceis


Mulher com calculadora
Foto: Getty Images

Como se manter sã em períodos insanos? O mundo do trabalho e das finanças passa por turbulências, mas é possível enfrentar e vencer desafios mesmo em meio à maré baixa. Veja algumas dicas:

Planejamento
Faça um orçamento mensal, anote as despesas diárias, planeje as compras e chame a família: é fundamental ter o apoio de marido e filhos para controlar gastos domésticos.

Economia
Troque o consumo de produtos importados por nacionais. Se fizer questão, compre no free shop ou na liquidação. Identifique ainda suas motivações psicológicas (ir ao cabeleireiro ou a restaurantes etc.) e torne-as eventuais em vez de semanais. E elimine as compras por impulso.

Cultura
Se possível, evite cortar cursos. Encare a educação como um investimento que fará diferença no seu futuro ou no dos seus filhos. Eliminar o lazer também compromete o astral. Vale a pena pesquisar alternativas econômicas ou gratuitas.

Otimismo
Não duvide de sua capacidade e rompa com o mito de que reconhecimento está ligado a dinheiro. Uma mulher otimista não se humilha porque acredita no sucesso e persevera.

Nada de isolamento
Fuja da solidão. Procure pessoas de confiança ou até mesmo profissionais para compartilhar problemas ou fazer planos reais para o futuro.

Evite dívidas
Esqueça os financiamentos de longo prazo. Em tempos instáveis, ninguém sabe se poderá honrar devidamente suas prestações.

Para garantir um bom futuro aos filhos, alguns pais exageram nas atividades e educações. Veja como isto afeta o cotidiano das crianças

Postado por Andréa Castrillo às 17:26 0 comentários


As crianças de hoje são mais inteligentes do que as das gerações passadas?

Avó e neto
Sem perceber, os pais exageram no didatismo, querendo ensinar, desde muito cedo, a razão das coisas para um bebê que quer fazer o óbvio
Foto: Getty Images
Há anos o psiquiatra João Augusto Figueiró faz as mesmas perguntas para mães de bebês: seu filho é bonito? É inteligente? Você o acha precoce? Todas as respostas são sempre positivas - 100% das mães têm filhos bonitos, inteligentes e precoces. Mas será que essa última palavra é realmente a correta para definir o bebê? Precoce é algo ou alguém que amadurece mais cedo do que os padrões, que está à frente de seus pares. Assim, quando se fala em uma criança precoce, aposta-se que ela está além das demais, que tem maior capacidade de aprendizagem e desenvolvimento do que as outras. Embora a pesquisa de Figueiró não tenha base científica, imagine como o mundo seria se todas as crianças fossem precoces como pensam seus pais. Talvez estivéssemos cercados de minigênios, que, de tão inteligentes e avançados, estariam fazendo muito mais do que compor sua primeira sinfonia aos 7 anos (como aconteceu com Mozart, um gênio - de verdade - da música clássica). Mas é claro que a realidade não é essa.

Esses bebês, afirma o psiquiatra, não são precoces. São tão normais quanto uma criança que nasceu há 40 anos. O que mudou é o cenário. De um lado, há o excesso de informação circulante, aumentando o estímulo ao aprendizado, e do outro lado, a pressão social, que pede seres humanos cada vez mais antenados e preparados. Entre tudo isso e o bebê, estão as figuras do pai e da mãe, responsáveis por criar e cuidar desse ser humano, preparando-o para se dar bem. Nesse ponto, a porca entorta o rabo porque os pais vêm seus filhos com as lentes que escolhem, geralmente moldadas pelo futuro que planejam para os rebentos. Entre enxergar o bebê como um ser normal ou como um pequeno Einstein, o limite é tênue. Tão tênue que gera confusão no período mais importante do desenvolvimento humano: a primeira infância, que vai até os 6 anos.

Descobrir o mundo
Sem perceber, os pais exageram no didatismo, querendo ensinar, desde muito cedo, a razão das coisas para um bebê que quer fazer o óbvio: brincar, descobrir, interagir. Mas, na ânsia de atender à demanda social de preparar os fi lhos para serem competentes na idade adulta, muita gente não enxerga que um bebê de quase 2 anos não é superinteligente só porque tem desenvoltura com o mouse do computador. Ele apenas já sabe manusear um eletrodoméstico de uso comum da família. "A criança nasce dentro de um cenário doméstico e absorve infl uências dos pais. Quando se pensa no desenvolvimento infantil, é preciso levar em conta o caldo cultural e social que a cerca", afi rma a pedagoga Maria Letícia Nascimento.
Outro ponto é entender que a criança tem competência inata, herdada e genética, o que dá condição para ela se desenvolver. "A competência começa ainda na gestação, quando a mãe, bem-cuidada, gera um bebê saudável e continua esse processo com a criança após o nascimento", explica a terapeuta Irene Maluf. A competência, diz ela, é imensurável, enquanto o desempenho para desenvolver uma tarefa é mensurável, aprendido ao longo do tempo. "Até os 6 anos, os pais devem investir na competência natural, sem se preocupar se a criança terá ou não um bom desempenho", afirma. Então, nessa fase, a ideia é deixar o pimpolho descobrir o mundo, sem precisar se sair bem em tudo
"A primeira infância é um período lúdico, de descobertas. Não pode haver pressão para o sucesso nem cobrança", ai rma o neuropediatra Marcelo Masruha Rodrigues. Para o médico, os adultos deveriam se importar mais em criar filhos felizes, que brinquem bastante, do que investir em uma educação pesada antes dos 6 anos. Segundo ele, o conceito atual da criança que vai à escolinha e tem várias atividades extracurriculares não é tão positivo quanto se imagina - com exceção do aprendizado de línguas. "Quem aprende duas línguas antes dos 5, 6 anos vai ser fluente em ambas e não terá sotaque. Após essa idade, a fluência é a mesma, embora a criança tenha sotaque." Mas criar um filho bilíngue pode ter efeitos reversos, como retardo da fala, dificuldade em formar frases e troca de palavras. "Os pais devem consultar o pediatra se acharem que o filho não as está articulando bem", diz o médico.

Antes de tudo, diversão

Brincar é altamente educativo. Por meio dessa atividade, pais e mães podem ensinar e aprender muito. Mas não devem criar expectativas. "Quando deixam as coisas acontecerem no seu tempo, os pais contêm a ansiedade em relação ao que esperam que a criança aprenda", afirma a professora de pedagogia Fernanda Muller. Durante a brincadeira, os pais, então relaxados, têm oportunidade de observar o que desperta o interesse dos filhos. "Nesse momento, devem aproveitar a brecha para estimular mais essa ou aquela aptidão", diz Maria Angela Barbato Coelho. Aí cabe comprar instrumentos musicais se o menino demonstra "jeito pra coisa".

Então, antes de planejar criar um exímio violinista, brinque com seu fi lho para despertar sua curiosidade e suas qualidades. Aproveite para ensinar conceitos como certo e errado, o lugar das coisas e como ser organizado, sem precisar ser didático e chato. "Os pais devem deixar a criança encontrar seu modo de ser e mostrar valores e regras de maneira discreta", diz a psicóloga Lidia Weber, partidária da ideia de que os filhos devem liderar a brincadeiras.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

BULLYNG: As faces de uma violência oculta

Postado por Andréa Castrillo às 14:35 0 comentários
Se existe uma cultura de violência, espalhemos uma contracultura.

Uma violência fisica, mas, muitas vezes, psicológica: este é o bullyng, termo que tem origem na palavra inglesa BULLY, que significa "brigão - valentão". Na prática, traduz-se em atos de covardia, tirania, agressão,opressão, maus-tratos, ironias, que acontecem de forma repetitiva e não necessariamente com uma agressão fisica, mas na maioria das vezes acompanhado de tratamento ofensivo, ameaças e torturas psicológicas.

Essas agressões possuem um caráter intencional e, muitas vezes, a pessoa que sofre o bullying pode ser abordada por uma ou por várias pessoas.
Forma de violência que tem crescido no mundo, pode fazer vitimas em diversoscontextos sociais: escola, família, universidade, vizinhança, local de trabalho. Pode começar com um simples apelido "inofensivo", mas pode ter grande repercussão para a pessoa atingida.
Sabemos que essa prática existe há muito tempo,mas nem sempre recebeu esse nome. Estudos mostram a preocupação de vários setores da sociedade com o crescente número desses casos de agressão, especialmente nas  escolas.

Aquele que sofre com o bullying, muitas vezes, vive esse processo sozinho. Podemos observar que, além do isolamento ou da queda do aproveitamento escolar de uma criança ou jovem que passa por essa situação, ela também pode iniciar um processo de adoecimento psicossomatico, de estado emocional, simtomas depressivos, estresse elevado; e tudo isso somado pode afetar sua personalidade.Ao ser  ridicularizada a pessoa passa a não enfrentar mais o contato social, e aos poucos,perde o prazer em atividades sociais, como frequentar a escola, lazer ou qualquer situação em que necessite se expor, por medo de ser novamente  vitima desse processo.

Esse fenômeno leva a pessoa vitima da agressão mobilizar seu medo, sua angustia e a reprimir a raiva e até mesmo a ter sentimentos de culpa, como se ela fosse responsável pelosataques sofridos. Muitas vezes,não há denúncia,pois o agrediodo temeainda mais a perseguição, de forma que o agressor se vale desse silêncio como proteção e anonimato.
Um dado muito importante deve servir de alerta para todos nós: estudos mostram em que 80% dos casos, aqueles que praticam esse tipo de violencia afirmam que a causa principal desse comportamento é a necessidade de replicar emoutras pessoas a violência que sofrem em casa ou na própria escola. As atitudes dessa pessoa envolvem a necessidade de dominar, de impor autoridadee coagir, desejando, na verdade, ser aceitas e pertencer ao grupo e de chamar a atenção para si. Mostra ainda a dificuldade de lidarem com seus sentimentos, de colocarem-se no lugar do outro e perceberem os sentimentos das pessoas.



Aqueles que agridem passam a ter comportamentos de distanciamento e dificuldade em alcançar um bom rendimento escolar, nota-se que valorizam muito a violência como fonte de poder e tais fatos podem levar a comportamento desadaptados na fase adulta.

Nosso papel é trabalhar como grupos sociais nos qusis vivemos, começando pelo núcleo familiar, o trabalho de valorização de princípios como respeito e diferenças, a tolerancia,aconvivência fraternal e de acolhimento das pessoas, valorizando a harmonia e a disponibilidade e refazer sua história, pois embora deixe lembranças, é possível refazer o caminho de vida, tanto para agressor quento para a vitima. É importante que pais,educadores, religiosos, líderes comunitários e empresas possam conversar abertamente sobre esse assunto, visando propostas para reverter este quadro.

Se existe uma cultura de violência,que se dissemina entre as pessoas, é importante que possamos espalhar uma contracultura de paz, especialmente nas crianças, que precisam ser moldadas e nelas semeadas boas sementes de paz, amor e harmonia. Vivemos um tempo de  aprendizado de como lidar com isso: escolas, pais, agressores e agredidos, muitas vezes, não sabem o que fazer, mas o grande plano neste momento é aprender com o incentivo de gestos de compreensão, de cada vez mais cultivar o respeito às diferenças individuais e o olhar de fé e etitude de cada um de nós.

 

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